Através de secretários, governo afirma ao Sinter que deve pagar trabalhadores em educação hoje ou amanhã

Por Pablo Sérgio

Diante do não pagamento do salário dos trabalhadores em educação referente ao mês de julho, no primeiro dia útil do mês de agosto, conforme acordado ainda no ano passado entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Roraima (Sinter) e o Governo do Estado, a direção da entidade sindical, desde ontem, tem feito uma peregrinação às secretárias de Fazenda, Administração, Educação e Gabinete Civil para saber as justificativas do atraso e cobrar o cumprimento do acordo de pagamento conforme o acordado.

O argumento apresentado pelos representantes do Governo do Estado para justificar o não pagamento do salário dos trabalhadores em educação na data de ontem, foi problemas técnicos relacionados na composição da folha de pagamento e que a situação estava sendo contornada pelas equipes das secretarias de Fazenda, Administração e Educação.

Com isso, a direção do Sinter foi informada que assim que for solucionado o problema, o pagamento estará na conta dos trabalhadores em educação. “A previsão que nos foi dada pelos secretários é de que de hoje (quinta-feira) para amanhã o pagamento será efetivado. Mas caso haja algum contratempo, o governo ficou de comunicar ao sindicato e aos trabalhadores em educação em geral”, disse o diretor geral interino do sindicato, professor Jefferson Dantas.

Ele disse ainda que desde ontem, data prevista para sair o pagamento dos trabalhadores em educação estaduais, a direção do sindicato entrou em alerta e iniciou um diálogo com os representantes do governo para que houvesse uma solução imediata para o pagamento do salário dos trabalhadores.

“Entendemos as dificuldades do governo, entretanto nosso papel é defender os interesses e os direitos dos nossos sindicalizados, por isso solicitamos que houvesse o cumprimento do acordo feito há alguns meses com a nossa categoria, pois quando o salário atrasa, os trabalhadores são prejudicados tendo que pagar seus compromissos com juros e correção monetária por dia de atraso”, disse Jefferson Dantas.

Ele disse ainda que caso o pagamento não aconteça de acordo com o informado, a direção do Sinter irá se reunir, discutir a situação, votar algumas propostas de encaminhamento e convocar uma assembleia geral com os sindicalizados para – definir em conjunto com a categoria – qual o caminho a seguir.

“Jamais o Sinter vai ser omisso numa questão tão crucial para o trabalhador em educação, que é o direito sagrado de receber o seu salário dentro do prazo previsto e acordado. Contudo, estamos procurando seguir os passos do bom senso e da responsabilidade, cobrando por via administrativa e requerendo o cumprimento do acordo efetivado. Caso isso não ocorra, iremos convocar a categoria para decidir quais outras medidas podemos tomar em conjunto. Nossa responsabilidade não permite que saíamos irresponsavelmente convocando manifestações de cima para baixo sem a devida consulta aos nossos sindicalizados”, explicou Jefferson Dantas.

Por fim, ele disse que a direção do Sindicato esteve em reunião ontem e na manhã de hoje, com os secretários de Fazenda, Ronaldo Marcílio; com o secretário adjunto da Administração, Rhomer de Souza Lima e com o chefe do gabinete civil do Governo do Estado, Frederico Linhares.

 

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