Sampaio quer homenagear uma das pioneiras na produção e comercialização da paçoca regional

“Tia Nêga” é lembrada pelo seu legado, que transcende o empreendedorismo e se entrelaça à cultura alimentar roraimense.

Através da apresentação de um projeto de lei que propõe que a “Paçoca de Carne de Sol” seja considerada Patrimônio Cultural Imaterial de Roraima, o deputado estadual Soldado Sampaio pretende homenagear uma das empreendedoras pioneiras na produção e comercialização dessa iguaria regional, Maria Perpétua Mangabeira (Tia Nega, falecida em junho passado.

De acordo com o parlamentar, O Patrimônio Cultural Imaterial é transmitido de geração a geração, constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana. É apropriado por indivíduos e grupos sociais como importantes elementos de sua identidade.

Por isso, além de garantir a preservação da Paçoca de Carne e Sol como Patrimônio Cultural Imaterial, o parlamentar sugere que caso o projeto seja aprovado, a lei seja nominada de Tia Nega, em homenagem a uma das pioneiras na produção e comercialização de paçoca de carde de sol em Roraima.

Sampaio lembrou que, Maria Perpétua Mangabeira (Tia Nega) produzia e vendia paçoca no Bairro Pricumã, em Boa Vista, produto que se tornou tradicional no Estado e apreciado pela distinção do sabor e abnegação da cozinheira/artesã.

Ela faleceu aos 76 anos, em 07 de junho de 2018, fazendo o que gostava: alimentar sonhos. Viúva e mãe de doze filhos, “Tia Nêga” é lembrada pelo seu legado, que transcende o empreendedorismo e se entrelaça à cultura alimentar roraimense.

A Paçoca de Carne de Sol, assim como a Farinha de Iracema e outros alimentos vendidos por particulares, por sua contribuição gastronômica de uma sociedade, merecendo o devido reconhecimento cultural do legislador.

“O que estamos propondo é garantir o reconhecimento do valor cultural da Paçoca de Carne de Sol roraimense e ao mesmo tempo prestar uma justa homenagem a uma pessoa que dedicou a maior parte de sua vida para a produção empreendedora dessa iguaria gastronômica que faz parte de nossa riqueza cultural”, destacou Soldado Sampaio.

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