Movimento de mulheres promove encontro com profissionais de imprensa para discutir sobre violência contra a mulher em RR

Já como parte da programação das atividades alusivas ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de março, cujo tema este ano é “Pela vida das Mulheres: Armas Não!”, O Núcleo de Mulheres de Roraima (Numur) juntamente com outras organizações de defesa dos direitos das mulheres, realiza no final da tarde desta quinta-feira, 28, uma roda de conversa denominada “Café com a Imprensa”, para discutir sobre os casos de violência contra a mulher em Roraima, como feminicídios e as atividades para o dia 08 de março.

O evento que tem como público alvo os profissionais da imprensa local, assessores (as) de comunicação social dos movimentos e entidades sociais e sindicais, será realizado no auditório da Cáritas, Praça do Centro Cívico, 1529, ao lado da Catedral Cristo Redentor, às 17 horas.

Segundo informações divulgadas pela organização do evento com base em dados da Delegacia de Defesa da Mulher em Roraima, por dia, são registradas 10 ocorrências de casos de violência, já a Casa da Mulher Brasileira, são realizados 200 atendimentos por mês a mulheres vítimas desse crime.

De acordo com a coordenadora do Numur, a socióloga Andrea Vasconcelos, a sociedade ainda apresenta um modelo patriarcal muito forte, onde homem ainda se vê como o dono das mulheres e acredita que a violência é a solução para resolver os problemas.

“O que precisamos é mudar a cultura, mudar o pensamento, promover ações de educação preventivas para mudar essa forma de pensamento onde o homem ainda se acha no direito de agredir e até matar as mulheres”, destacou.

Conforme dados divulgados ontem – como resultado de um levantamento do Datafolha feito em fevereiro encomendada pela ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) para avaliar o impacto da violência contra as mulheres no Brasil, constata-se que no Brasil não há lugar seguro para a mulher.

“Nos últimos 12 meses, 1,6 milhão de mulheres foram espancadas ou sofreram tentativa de estrangulamento no Brasil, enquanto 22 milhões (37,1%) de brasileiras passaram por algum tipo de assédio. Dentro de casa, a situação não foi necessariamente melhor. Entre os casos de violência, 42% ocorreram no ambiente doméstico. Após sofrer uma violência, mais da metade das mulheres (52%) não denunciou o agressor ou procurou ajuda”, constatou a pesquisa.

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