H1N1 Roraima registra primeiro caso da doença em 2019

Em reunião, equipes da Sesau discutiram estrutura para enfretamento do vírus

Nesta terça-feira, 12 de março, foi divulgada a confirmação do primeiro caso de Influenza A (H1N1) aqui no Estado, em 2019. O caso foi registrado numa mulher, de 26 anos, que deu entrada no HGR (Hospital Geral de Roraima) na semana passada, com sintomas da doença.

Ela recebeu o tratamento adequado e recebeu alta. O caso foi investigado e o resultado do exame ficou pronto na noite desta segunda-feira, 11, e deu positivo para H1N1. Além desse caso confirmado, Roraima ainda possui dois casos em investigação.

No fim da tarde desta terça-feira, equipes da Sesau se reuniram para fazer uma readequação do plano de contingência fornecido pelo MS (Ministério da Saúde). Anteriormente a secretaria havia emitido nota de alerta para os profissionais de saúde após confirmação de casos no Amazonas.

O diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica, Lincoln Valença, ressaltou que apesar da gravidade dos casos que vêm ocorrendo no Amazonas, o vírus já é conhecido e possui meios de prevenção e tratamento.

“Acontece todos os anos, é um vírus que a gente já conhece e existem métodos de prevenção por meio da vacinação e em caso de confirmação, tratamento medicamentoso”, explicou.

De acordo com Neila Macedo, coordenadora da Vigilância em Saúde Estadual, nessa primeira reunião foram convidados representantes dos setores de Vigilância Epidemiológica de algumas Unidades Hospitalares da capital. “Fizemos uma avaliação da estrutura de cada Unidade e após a conclusão do plano de contingenciamento, faremos uma nova reunião de apresentação com a presença de representantes de cada município”, disse.

Na reunião foram levantadas ainda medidas a serem postas em prática para o enfrentamento do vírus, entre elas: a readequação do plano de contingência elaborado pelo MS (Ministério da Saúde) em nível nacional levando em consideração as peculiaridades do Estado; realização de um treinamento de manejo clínico para profissionais das unidades de porta de entrada; e métodos para alcançar as metas de vacinação da Influenza, considerando o começo da campanha que está previsto para iniciar no mês de abril.

Participaram da reunião representantes da CECM (Clínica Especializada Coronel Mota), HGR (Hospital Geral de Roraima), HMI (Hospital Materno Infantil), PACS (Pronto Atendimento Cosme e Silva), HC (Hospital das Clínicas), CRSM (Centro de Referência de Saúde da Mulher), CGVS (Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde), CGAB (Coordenadoria Geral de Atenção Básica) e Unimed.

ALERTA – O Departamento de Vigilância Epidemiológica da Sesau (Secretaria de Saúde) emitiu no início do mês de março, uma Nota de Alerta para que os profissionais de saúde se mantenham sensíveis à identificação precoce de casos suspeitos da gripe H1N1. Isso porque no Amazonas, Estado vizinho, foram registrados nos últimos dias, 24 mortes causadas pelo vírus Influenza A (H1N1), de acordo com o Boletim Epidemiológico divulgado nesta segunda-feira, 11.

“O alerta é o principal modo de deixar os profissionais da área da saúde atentos a qualquer caso suspeito. O trânsito de pessoas entre Roraima e Amazonas é intenso, e, como é uma doença de fácil transmissão, é difícil evitar que ocorram casos aqui no Estado”, ressaltou Lincoln Valença.

PREVENÇÃO – A principal forma de prevenção é manter em dia a vacina contra a H1N1, conforme orientação do PNI (Programa Nacional de Imunização). A vacina deve ser tomada uma vez por ano.

“A frequente higienização das mãos e evitar a permanência em locais de grande aglomeração quando há os sintomas da doença também são maneiras eficazes de evitar a transmissão. É difícil evitar que a H1N1 chegue a Roraima, porém, seguindo as orientações da Nota de Alerta, é possível minimizar os impactos da doença aqui no Estado”, finalizou Lincoln Valença.

CAMPANHA DE VACINAÇÃO – Durante a reunião foi divulgada a data de início e termino da campanha de vacinação da influenza 2019, que começa no dia 15 de abril e segue até o dia 31 de maio, com o dia 04 de maio escolhido para ser o dia D.

As doses de vacina são fabricadas todos os anos através de amostras coletadas toda semana nas unidades sentinelas, em Roraima são o HGR (Hospital Geral de Roraima) e HCSA (Hospital da Criança Santo Antônio).

Durante a reunião também foi informado que Roraima e Amazonas serão os primeiros estados a receberem as vacinas, após conclusão da fabricação em larga escala e encaminhadas pelo MS (Ministério da Saúde).

São considerados alguns grupos de risco para que haja uma atenção especial. Grávidas em qualquer idade gestacional; puérperas (mulheres que tiveram filho há pouco tempo) até duas semanas após o parto; adultos com mais de 60 ano e crianças com menos de 5 anos, sendo que o maior risco de hospitalização é em menores de 2 anos, especialmente as menores de 6 meses, com maior taxa de mortalidade.

“Além disso, também fazem parte desse grupo a população indígena aldeada, indivíduos menores de 19 anos de idade em uso prolongado de ácido acetilsalicílico, conhecido popularmente como AAS, indivíduos que apresentam comorbidades, que é a existência de duas ou mais doenças em simultâneo, a população privada de liberdade e os profissionais da saúde”, enumerou Valença.

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